sexta-feira, 24 de julho de 2015

Especial 24 de julho: a musa.


Minha flor azul, de cerâmica morada 
Azul dizem a segunda, cinza é teu dia
Longe de qualquer raio de sol, fazes teu chão
De amor cruel, nuvens de papel
Cantarei a vida, chorarei a morte
Desta ponte cai um véu de flores mortas
Deste barro que piso eu, todo teu sangue
Aqui se faz a ausência de tua presença
Por amparo busco eu, escorada nessas lápides seculares
Cercada por olhares tortos de vivos e mortos, espero por ti
Desce com a chuva, musa divina, e canta teu azul de morte pra mim 

Fotografia e texto: Lauren Bassi

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